fbpx Risco sistemático e não sistemático: entenda o conceito e as diferenças

Risco sistemático e não sistemático: o que são e como influenciam nos investimentos

risco sistemático e não sistemático

Sabemos que nenhum investimento é impassível de risco. Mesmo a poupança, apesar de ter rentabilidade muito baixa (e não bater a inflação), tem risco de falência por parte dos respectivos bancos. Existem, no entanto, riscos sistemáticos e não sistemáticos. O intuito deste post é te mostrar as diferenças e semelhanças e como se prevenir dos mesmos.

O tradeoff risco- retorno

Existe uma correlação entre segurança e rentabilidade. Quanto maior a possibilidade de valorização e de ganhos que um ativo pode te proporcionar, maior, consequentemente, é seu risco. 

Por isso, naturalmente, quando um ativo for de renda variável (como FIAs, ações, criptomoedas, derivativos, ETFs, BDRs e outros), terá risco maior que um ativo de renda fixa.

No entanto, não existe apenas um único tipo de risco. A depender do ativo, existem diversos riscos envolvidos, que, nem sempre, são de conhecimento do investidor.

Imagine um CDB, cuja função é prospectar capital para pagamento de dívidas ou execução de projetos de determinada empresa. Existe, além do risco de inadimplência das empresas – chamado risco de crédito -, o risco dos próprios bancos – risco de liquidez -, e o risco sistêmico, por exemplo. Mas você sabe a diferença entre risco sistemático e não-sistemático?

O que é risco não sistemático?

O risco não sistemático é aquele que, a grosso modo, afeta um único investimento. 

Suponha, por exemplo, que uma notícia impacta negativamente determinado papel – por exemplo, seu CEO sai do cargo. Isso impactará este papel isoladamente, uma vez que a escolha de um novo diretor executivo pode alterar os planejamentos e, consequentemente, o crescimento da empresa. 

O risco não sistemático pode, também, afetar um setor inteiro. Uma doença como a encefalopatia espongiforme, ou doença da vaca louca, por exemplo, altera todo o setor pecuarista. 

Como a própria característica do risco não sistemático indica, a melhor maneira de mitigar seus efeitos é a diversificação. Ela te previne não só do impacto em um único ativo, mas também de um impacto setorial. Por isso, ao compor uma carteira de ações, é sempre interessante diversificar entre três ou mais setores. 

E o que é o risco sistemático?

O risco sistemático, que também é chamado de risco de mercado, é intrínseco de basicamente todos os ativos do mercado financeiro. Este, portanto, é um risco que não se pode mitigar, também chamado risco não-diversificável.

A crise do coronavírus, por exemplo, trouxe efeito em todo o mercado, ainda que alguns setores prejudicaram-se mais do que outros. Por isso, os ativos se desvalorizaram em decorrência do risco sistemático.

Com o passar dos anos, o sistema financeiro e econômico torna-se mais e mais interligado e interdependente. Isso faz com que crises em determinados países acabe, também, afetando diversos outros, mesmo que não estejam diretamente relacionados. Um exemplo é como a crise tailandesa dos anos 90 afetou mercados europeus e americanos, ou mesmo, como a crise dos subprime afetou o mercado europeu.

Importante ressaltar que nem todos os ativos afetam-se de forma equânime por riscos sistemáticos. Como sabemos, o isolamento social afetou muito mais os setores de shoppings centers, turismo e aviação do que, por exemplo, telefonia e energia.

A melhor forma de mitigar riscos, portanto, é através da diversificação, tanto de diferentes setores quanto de diferentes ativos. Ainda que não seja possível se prevenir do risco de mercado, o risco não-sistemático pode sempre ser amenizado através de uma boa diversificação na carteira de investimentos. 

No entanto, para fazer uma boa diversificação, recomendamos nosso conteúdo sobre diversificação e pulverização, que explica diferentes estratégias de carteiras de investimentos. 

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Clara Sodré

Graduanda em Relações Internacionais com especialização em mercados financeiros, copywriting e comércio exterior. Pesquisadora voluntária em cooperação internacional europeia. Monitora no núcleo de Economia Política Internacional. Apaixonada por educação financeira e produção de conteúdo.


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