fbpx O que é front running? Nós explicamos!

O que é front running? Nós explicamos!

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Recentemente, houve um debate nas redes sociais sobre práticas proibidas pelos conselhos regulatórios do mercado financeiro – especialmente a Comissão de Valores Mobiliários, ou CVM. Neste post, nós da WeInvest explicamos para nossos leitores o que é front running e porque é uma prática ilegal no mercado.

Afinal, o que é front running?

Front running é uma prática proibida pela Comissão de Valores Mobiliários, onde determinado profissional do mercado faz uso de informações privilegiadas para obter lucros.

Segundo a Instrução nº 8/79:

front running

Imagine a seguinte situação: um corretor – o front runner – conversa com um grande cliente, convencendo-o a comprar um papel e fazer um grande aporte – de milhões de reais, por exemplo – que movimentará o mercado. Sabendo disso, o corretor executa a mesma compra buscando lucrar com o movimento de mercado. O nome é “front runner”, porque, literalmente, o corretor ‘sai na frente’.

O mesmo pode ocorrer, por exemplo, com grupos de calls. Diversas pessoas recebem recomendação de ordem de compra ou venda de determinado ativo e, com o excesso de movimento, há uma manipulação do mercado.

Como o front running se difere do insider trading?

insider trading, por outro lado, é aquela pessoa que obtém informações privilegiadas sobre determinada empresa que não são de conhecimento público dentro do mercado e realiza trades a partir destas informações.

Neste caso, não há uma manipulação de mercado, e, por si só, não representa uma tipificação criminal, a não ser que o insider trading seja utilizado, por exemplo, para lavagem de dinheiro. O insider trading, portanto, tem uma tipificação de prática ilícita administrativa, e não penal.

No front running, por outro lado, há um conflito de interesses com o próprio cliente. Um caso famoso no mercado de capitais brasileiro é do ex-operador do Credit Suisse de Nova York Luiz Gustavo Mori.

O papel da CVM é de regulamentar, fiscalizar e manter a ética dentro do mercado financeiro, e por isto cabe a ela tornar o ambiente o mais justo possível tanto para pequenos quanto grandes investidores.

 

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Clara Sodré

Graduanda em Relações Internacionais com especialização em mercados financeiros, copywriting e comércio exterior. Pesquisadora voluntária em cooperação internacional europeia. Monitora no núcleo de Economia Política Internacional. Apaixonada por educação financeira e produção de conteúdo.


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