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Banco de investimento: o que é, como funciona e mais

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A modalidade de banco de investimento surgiu, no Brasil, na década de 1960, por meio da Lei nº 4.595/64, que reestruturou o sistema financeiro nacional. Nos Estados Unidos, a modalidade foi criada logo após a histórica Crise de 1929, na qual o sistema financeiro entrou em colapso, levando milhões de pessoas à ruína. Como forma de proteger investidores, o governo norte-americano criou uma categoria de bancos apenas para tratar das aplicações.

Desde então, esses bancos se consolidaram como uma alternativa ao sistema bancário tradicional para clientes que desejam investir em ativos financeiros. Isso porque eles operam de uma forma ligeiramente distinta, tendo em vista sua natureza jurídica e finalidades comerciais.

Veja, nos próximos tópicos, que finalidades são essas e por que um banco de investimento pode representar a melhor escolha na hora de aplicar o seu dinheiro. Tenha uma ótima leitura!

O que é um banco de investimento?

Para você, os bancos são todos iguais? De fato, as instituições financeiras têm objetivos quase idênticos, considerando que elas, basicamente, recebem e enviam dinheiro. No entanto, há diferenças entre elas que precisam ser consideradas e que influem nos planos que o cliente venha a ter em relação ao seu dinheiro.

Resumidamente, banco de investimento é a modalidade bancária organizada como Sociedade Anônima. Por sua constituição e destinação, é a modalidade mais indicada para quem pretende aplicar em ativos, commodities, ações ou renda fixa.

Como instituição financeira, bancos desse tipo estão sujeitos às regras e diretrizes impostas pelo Banco Central (BC). Também têm suas atividades reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que impõe normas e limites para investimentos no Brasil.

Mas, afinal, o que os torna diferentes ou melhores do que um banco comum? Vamos conhecer essas diferenças no próximo tópico.

Qual a diferença entre um banco de investimento e um banco comum?

Você se lembra do seu primeiro emprego? Se sim, provavelmente sabe que foi necessária a abertura de uma conta-corrente para que seus salários fossem depositados nela. Esse tipo de conta, porém, jamais seria aberta em um banco de investimento.

Assim sendo, temos uma característica elementar que o diferencia de um banco comum, que é a inexistência de captação de recursos à vista. Traduzindo: eles não abrem contas-correntes.

Basicamente, os bancos de investimento captam recursos por três vias:

  • repasses de recursos internos e externos;
  • depósitos a prazo;
  • venda de cotas de fundos de investimento.

Dessa forma, muitas das suas operações são do tipo Certificados de Depósitos Bancários (CDB) ou Recibos de Depósitos Bancários (RDB). Eles também podem realizar operações como financiamento de capital de giro e depósitos interfinanceiros.

No entanto, a grande “estrela” dos bancos de investimento são as operações envolvendo a negociação de títulos e valores mobiliários. Por isso, eles também são indicados para quem deseja diversificar suas aplicações.

Como funciona esse tipo de banco?

Para o cliente comum pessoa física, a forma de trabalhar de um banco de investimento não difere da de um banco convencional. Ou seja, tudo consiste em efetuar depósitos para, a partir disso, realizar investimentos em ativos de riscos variados.

Portanto, o funcionamento dessa modalidade de banco é similar ao de qualquer outra instituição financeira. Isso significa que, ao abrir uma conta, você terá direito a um número, agência — se não for um banco digital — e até a um cartão.

Também dá direito a consultas de saldos, extratos e, em muitos casos, a uma consultoria financeira com especialistas no mercado financeiro. Afinal, já que a finalidade de um banco de investimento é servir como ponte entre seus clientes e os diferentes tipos de investimento disponíveis no mercado, nada mais adequado que orientá-los na hora de investir.

Quais serviços oferece?

Por ser um tipo de empresa financeira, naturalmente, esses bancos cobram taxa de administração pelos seus serviços. Significa que, de tempos em tempos, você será cobrado pela instituição para manter a sua conta ativa. Em alguns casos, essa taxa é suprimida e, para compensar, o banco passa a cobrar taxas em operações ou percentuais em cima dos rendimentos dos ativos financeiros.

São fatores que devem ser considerados, afinal, quanto mais dinheiro o cliente movimenta, mais taxado ele será. Nesse caso, a cobrança da taxa de administração pode ser mais vantajosa, até mesmo porque os rendimentos de aplicações são sujeitos ao Imposto de Renda.

Então, se o cliente optar por um banco de investimento cuja manutenção da conta é gratuita, provavelmente, ele será duplamente onerado pelos lucros que vier a perceber. Portanto, deve-se avaliar cuidadosamente cada instituição antes de decidir pela abertura de uma conta.

Quando abrir uma conta?

Evidentemente, as taxas cobradas não são, de forma alguma, proibitivas. Tudo depende dos objetivos que você definiu para o dinheiro que pretende movimentar. Nesse sentido, quanto mais criteriosa for a sua avaliação, melhores os resultados e maior será a satisfação. Nessa análise, deve ser considerado o tipo de investimento que você pretende fazer.

Isso porque bancos comuns, em geral, oferecem possibilidades de investimento, principalmente para perfis de baixo risco ou moderados. Contudo, a oferta de produtos financeiros, via de regra, é menor do que a dos bancos de investimento.

É justamente nesse ponto que uma conta em um banco desse tipo se revela mais vantajosa. Como a sua finalidade é operar valores mobiliários, eles têm muito mais capacidade para oferecer ativos financeiros, dos conservadores aos mais arrojados.

Quem deseja investir em ações, por exemplo, só poderá fazer por intermédio de um banco de investimento. O mesmo vale para commodities e ativos que apresentem elevado grau de volatilidade e possibilidade de lucros mais altos.

Que cuidados devo ter?

Por essas características, todo investimento feito deve ser analisado com bastante cautela. Em primeiro lugar, você deverá conhecer o seu próprio perfil de investidor. Em geral, os bancos contam com questionários para fazer essa avaliação.

Outro ponto fundamental é investir em conhecimento, já que o mercado de ações, intermediado por esses bancos, é sempre cercado de alguma incerteza e complexidade. Além disso, o valor de um ativo de alto risco demanda acompanhamento constante, já que os preços oscilam de minuto em minuto.

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para esclarecer os principais tópicos a respeito do banco de investimento. De qualquer forma, a sua jornada não termina aqui. Continue sempre buscando informação, afinal, no mercado financeiro, os resultados são diretamente proporcionais ao seu nível de conhecimento!

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Luana Dennis

Luana Dennis é analista de conteúdos da WeInvest. Como uma grande entusiasta das transformações que a educação financeira e o investimento inteligente e estratégico podem trazer na vida das pessoas ela visa sempre acompanhar de perto o mercado financeiro para produzir conteúdos de alto padrão.


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