Termos usados no mercado financeiro: 12 principais que você deve conhecer



Entender o significado de cada termo usado no mercado financeiro é fundamental para o investidor, em especial os que ainda não estão familiarizados com os mais comuns. Como em qualquer atividade que envolva resultados, uma aplicação financeira pede um mínimo de conhecimento para que gere o lucro tão esperado.

Quanto mais informação, melhor, até mesmo quando se trata de aplicações mais conservadoras e de baixo risco. Afinal, as oportunidades no mercado de ações, commodities e papéis estão aí, desde que você esteja minimamente pronto para aproveitá-las.

Pensando nisso, destacamos, neste artigo, 12 dos termos mais frequentes usados por investidores. Conhecer o significado deles certamente vai deixar você em condições de negociar mais e melhor suas aplicações. Então, pronto para a leitura?

1. Alíquota 

Em questão tributária, alíquota é o percentual que incide sobre um valor ou sobre um índice não monetário. Neste último caso, a alíquota é chamada fixa ad valorem, pois não depende do montante tributado para ser conhecida. É o caso de contribuições como a CIDE-Combustível, cuja alíquota é fixada por metro cúbico negociado. 

Nas aplicações financeiras tributadas, conhecer a alíquota de imposto que incide sobre os rendimentos em ativos financeiros é extremamente importante, já que ela impacta os lucros. Portanto, investimentos com tributação mais pesada devem ser avaliados com mais cautela, enquanto os isentos ou com alíquotas mais baixas tendem a ser mais rentáveis.

2. Benchmark 

O benchmark financeiro é a técnica de análise de investimentos pela qual a rentabilidade de um ativo é medida por comparação. Sendo assim, o investidor pode saber se uma aplicação está apresentando boa performance a partir da performance de uma outra similar.

Se um fundo de investimento tem como benchmark o Ibovespa, por exemplo, ele mostrará sua rentabilidade como porcentagem desse índice.

Suponhamos que em determinado mês o Ibovespa rendeu 2% e o fundo 3%, significa que o fundo rendeu 150% do Ibovespa. O objetivo dele será apresentar retorno superior ao do seu índice de referência.

3. Carteira de ativos 

Também conhecida como carteira de investimentos, consiste no conjunto de ativos financeiros sob custódia de um investidor. Esses ativos, por sua vez, podem ser do tipo conservador, como CDB, poupança ou Tesouro Nacional, ou de risco, como ações.

Uma carteira de ativos diversificada é aquela em que o investidor conta com aplicações de variadas modalidades e ativos descorrelacionados. 

4. CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão vinculado ao governo federal responsável por regular e fiscalizar as atividades do mercado financeiro. Foi instituída por meio da Lei 6.385/76, tendo sido submetida depois a diversas alterações. Cabe a essa autarquia federal, ainda, realizar o registro de companhias, de distribuição de valores e organizar as operações da bolsa, entre outras funções.

5. Debêntures 

No mercado financeiro, todo empréstimo é concedido mediante o pagamento de juros. Essa mesma lógica se aplica quando o investidor compra debêntures, que nada mais são do que empréstimos feitos para uma empresa. Dessa forma, você e a companhia que subscreve o título formam uma relação credor/devedor, pela qual o investidor deve ser remunerado, com juros.

6. Dividendos 

Sócios em empresas são remunerados por meio de pró-labore e dividendos. Este último se refere à distribuição dos lucros, normalmente em regime pro rata, no qual cada membro recebe na proporção dos seus investimentos. Isso vale também para o mercado financeiro, em especial o de ações, em que os lucros das empresas são repartidos entre investidores na mesma medida de suas aplicações.

7. IPO

Initial Public Offering (IPO) ou Oferta Pública Inicial é o primeiro passo que uma empresa dá quando abre seu capital para atrair investidores externos. É o que normalmente fazem empresas que cresceram a tal ponto, que a oferta de crédito em instituições financeiras não basta para continuarem crescendo. Uma IPO sinaliza que a empresa que o faz chegou a um patamar patrimonial no qual a solução para aumentá-lo é abrir seu capital para o público.

8. Taxa Selic 

A economia brasileira, de modo geral, é regulada pelo Banco Central do Brasil, que, por sua vez, estipula a taxa de juros padrão. Essa é a Taxa Selic, acrônimo que significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Entre suas finalidades, está o controle das taxas de inflação, além de servir como referência entre bancos quando realizam empréstimos entre si.

9. Tesouro Direto 

Assim como as debêntures, os títulos do Tesouro Nacional valem como um empréstimo, com a diferença de que, nesse caso, quem capta a aplicação é o governo federal. Um título do Tesouro Direto pode ser adquirido a partir de R$ 30,00, o que o torna uma das aplicações de baixo risco mais democráticas do mercado.

10. Volatilidade

A volatilidade é um dos fatores a serem considerados na análise de riscos em um investimento financeiro. Ela trata de medir e avaliar o quanto o preço de um ativo varia e se essa variação, ao final, segue ou não um padrão definido. Estatisticamente, a volatilidade é entendida como desvio padrão, valor que determina o quanto um parâmetro se afasta da média.

Por exemplo: considere que o rendimento médio de um ativo está em 5% e que, em janeiro, ele é de 3%, passando para 9% em junho. Nesse caso, a variação maior foi em junho, representando, assim, o ponto mais alto da sua volatilidade ou desvio do padrão.

11. CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é a taxa aplicada em empréstimos e operações financeiras entre bancos. É usado, ainda, como indexador em aplicações entre pessoas físicas, como o CDB.

12. Ação

Uma ação é uma parte da empresa negociada no mercado financeiro. Sendo assim, quem detém uma ação se torna dono de parte de uma companhia, que remunera seus acionistas quando percebe lucro em suas atividades. Diferencia-se de uma debênture por ser um título cujo rendimento é vinculado à performance e não a uma taxa pré-fixada.

Agora que você conhece as principais expressões do mercado financeiro, fica mais fácil investir ou negociar seus ativos. De qualquer forma, aí vai uma dica extra: ao aplicar, tenha sempre em conta os riscos, em especial nos ativos mais voláteis. 

Gostou do artigo? Aproveite e conheça os melhores investimentos para 2020, que são também uma tendência para o último mês do ano!


Luana Dennis

Luana Dennis é analista de conteúdos da WeInvest. Como uma grande entusiasta das transformações que a educação financeira e o investimento inteligente e estratégico podem trazer na vida das pessoas ela visa sempre acompanhar de perto o mercado financeiro para produzir conteúdos de alto padrão.


Posts populares: